País
Marquês pode ser o próximo. Obras nos túneis de Lisboa são "intervenções de fundo"
O túnel da Avenida João XXI fecha às 22h00 desta terça-feira para obras durante dez meses. A Câmara de Lisboa diz que o trânsito que vai surgir é um "mal necessário" para aumentar a segurança, revelando que se perspetiva também uma intervenção no túnel que liga as Amoreiras ao Marquês de Pombal.
Ainda não há calendário, mas esse túnel estruturante em Lisboa está nos planos da autarquia: "Estamos também a preparar, embora seja uma preparação ainda que está a iniciar, a questão do túnel das Amoreiras", revela à RTP Antena 1 o diretor municipal de manutenção e conservação, Manuel Abílio Ferreira, detalhando que "possivelmente será a próxima intervenção com esta relevância".
Este túnel abriu em 2007 e também precisa de uma "intervenção de fundo" por ter quase 20 anos. Ainda assim, assegura que "não há qualquer tipo de problemas de segurança".
"Esperamos alguma sobrecarga na primeira e na segunda semana, mas depois as pessoas encontram o seu caminho alternativo", antecipa Manuel Abílio Ferreira, reconhecendo que pode existir algum tráfego extra em ruas secundárias.
Questionado sobre se o aumento do trânsito à superfície é um "mal necessário", o responsável da autarquia concorda e acrescenta: "Era efetivamente um mal necessário, não havia alternativa ao fecho total do túnel", sem que fosse possível manter uma faixa aberta em cada sentido.
O diretor municipal de conservação e municipal descarta que a segurança do túnel estivesse em causa, mas lembra a antiguidade da infraestrutura, aberta em 1997, e dos seus sistemas, mesmo que atualizados com o tempo.
"Se tivesse problemas de segurança, tinha de ter sido encerrado, mas nunca o foi porque sempre conseguimos garantir o mínimo", diz à RTP Antena 1.
Desde a última quarta-feira têm estado jovens em cada ponta do túnel a dar panfletos sobre as obras, aproveitando os momentos em que o sinal fica vermelho. Reportagem RTP Antena 1 | Panfletos explicam que o túnel vai encerrar durante dez meses
Este túnel abriu em 2007 e também precisa de uma "intervenção de fundo" por ter quase 20 anos. Ainda assim, assegura que "não há qualquer tipo de problemas de segurança".
A intervenção ainda está num estado embrionário porque falta preparar projetos, pelo que a obra "não é para daqui a um ano". Abílio Ferreira acrescenta que ainda é precoce falar da forma como vão decorrer as obras do túnel entre a rotunda do Marquês de Pombal e as Amoreiras.
Túnel da João XXI: "Sempre conseguimos garantir o mínimo" de segurança
Certo é que o túnel da Avenida João XXI vai fechar durante dez meses, previsivelmente até fevereiro de 2027. A Câmara de Lisboa vai colocar placas para assinalar os desvios de trânsito, sugerindo rotas alternativas a partir das Olaias e da Praça de Espanha.
"Esperamos alguma sobrecarga na primeira e na segunda semana, mas depois as pessoas encontram o seu caminho alternativo", antecipa Manuel Abílio Ferreira, reconhecendo que pode existir algum tráfego extra em ruas secundárias.
Questionado sobre se o aumento do trânsito à superfície é um "mal necessário", o responsável da autarquia concorda e acrescenta: "Era efetivamente um mal necessário, não havia alternativa ao fecho total do túnel", sem que fosse possível manter uma faixa aberta em cada sentido.
O diretor municipal de conservação e municipal descarta que a segurança do túnel estivesse em causa, mas lembra a antiguidade da infraestrutura, aberta em 1997, e dos seus sistemas, mesmo que atualizados com o tempo.
"Se tivesse problemas de segurança, tinha de ter sido encerrado, mas nunca o foi porque sempre conseguimos garantir o mínimo", diz à RTP Antena 1.
Desde a última quarta-feira têm estado jovens em cada ponta do túnel a dar panfletos sobre as obras, aproveitando os momentos em que o sinal fica vermelho. Reportagem RTP Antena 1 | Panfletos explicam que o túnel vai encerrar durante dez meses
Com cerca de 20 mil a 25 mil veículos diários e fluxos superiores a dois mil veículos nas horas de ponta, este túnel permite contornar dois cruzamentos e uma rotunda à superfície, ao longo de 1,3 quilómetros.
Há cerca de dez semáforos em cada sentido nas pontas da ligação subterrânea, entre o Campo Pequeno, na freguesia das Avenidas Novas, e a Avenida Afonso Costa, no Areeiro. Existam também acessos à Avenida Almirante Reis e à Rua Alves Torgo.
De uma forma sumária, a autarquia refere que as obras vão garantir segurança contra incêndios, reforço estrutural e atualização de sistemas técnicos.
Reaberta a ligação subterrênea previsivelmente em fevereiro de 2027, os trabalhos prosseguem por mais 14 meses, mas são realizados à superfície e vão criar condicionamentos no trânsito da Avenida João XXI.
Nos dez meses de corte no trânsito, realizam-se obras no interior do túnel que vão passar pelo reforço estrutural e contra incêndio na infraestrutura, juntamente com reabilitações relacionadas com aquecimento, ventilação e ar condicionado (AVAC), a rede de incêndio, o poço de bombagem, iluminação pública, a "sala grupo gerador" e o posto de transformação. Prevê-se também a remodelação do posto de controlo.
Entre os impactos previstos pela câmara estão desvios de trânsito e aumento do tráfego, a reprogramação dos semáforos na Avenida João XXI e nos respetivos cruzamentos, e a colocação de sinalética para indicar o trânsito afetado pelo corte do túnel.
A Carris afirma à RTP Antena 1 que as obras não provocam nenhuma alteração no serviço de autocarros.
Há cerca de dez semáforos em cada sentido nas pontas da ligação subterrânea, entre o Campo Pequeno, na freguesia das Avenidas Novas, e a Avenida Afonso Costa, no Areeiro. Existam também acessos à Avenida Almirante Reis e à Rua Alves Torgo.
De uma forma sumária, a autarquia refere que as obras vão garantir segurança contra incêndios, reforço estrutural e atualização de sistemas técnicos.
Reaberta a ligação subterrênea previsivelmente em fevereiro de 2027, os trabalhos prosseguem por mais 14 meses, mas são realizados à superfície e vão criar condicionamentos no trânsito da Avenida João XXI.
Nos dez meses de corte no trânsito, realizam-se obras no interior do túnel que vão passar pelo reforço estrutural e contra incêndio na infraestrutura, juntamente com reabilitações relacionadas com aquecimento, ventilação e ar condicionado (AVAC), a rede de incêndio, o poço de bombagem, iluminação pública, a "sala grupo gerador" e o posto de transformação. Prevê-se também a remodelação do posto de controlo.
Entre os impactos previstos pela câmara estão desvios de trânsito e aumento do tráfego, a reprogramação dos semáforos na Avenida João XXI e nos respetivos cruzamentos, e a colocação de sinalética para indicar o trânsito afetado pelo corte do túnel.
A Carris afirma à RTP Antena 1 que as obras não provocam nenhuma alteração no serviço de autocarros.