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Marquês pode ser o próximo. Obras nos túneis de Lisboa são "intervenções de fundo"

Marquês pode ser o próximo. Obras nos túneis de Lisboa são "intervenções de fundo"

O túnel da Avenida João XXI fecha às 22h00 desta terça-feira para obras durante dez meses. A Câmara de Lisboa diz que o trânsito que vai surgir é um "mal necessário" para aumentar a segurança, revelando que se perspetiva também uma intervenção no túnel que liga as Amoreiras ao Marquês de Pombal.

Gonçalo Costa Martins - RTP Antena 1 /
Entrada para o túnel da Avenida João XXI no Campo Pequeno Gonçalo Costa Martins - RTP Antena 1

Ainda não há calendário, mas esse túnel estruturante em Lisboa está nos planos da autarquia: "Estamos também a preparar, embora seja uma preparação ainda que está a iniciar, a questão do túnel das Amoreiras", revela à RTP Antena 1 o diretor municipal de manutenção e conservação, Manuel Abílio Ferreira, detalhando que "possivelmente será a próxima intervenção com esta relevância".

Este túnel abriu em 2007 e também precisa de uma "intervenção de fundo" por ter quase 20 anos. Ainda assim, assegura que "não há qualquer tipo de problemas de segurança".

A intervenção ainda está num estado embrionário porque falta preparar projetos, pelo que a obra "não é para daqui a um ano". Abílio Ferreira acrescenta que ainda é precoce falar da forma como vão decorrer as obras do túnel entre a rotunda do Marquês de Pombal e as Amoreiras.
Túnel da João XXI: "Sempre conseguimos garantir o mínimo" de segurança

Certo é que o túnel da Avenida João XXI vai fechar durante dez meses, previsivelmente até fevereiro de 2027. A Câmara de Lisboa vai colocar placas para assinalar os desvios de trânsito, sugerindo rotas alternativas a partir das Olaias e da Praça de Espanha. 

"Esperamos alguma sobrecarga na primeira e na segunda semana, mas depois as pessoas encontram o seu caminho alternativo"
, antecipa Manuel Abílio Ferreira, reconhecendo que pode existir algum tráfego extra em ruas secundárias.

Questionado sobre se o aumento do trânsito à superfície é um "mal necessário", o responsável da autarquia concorda e acrescenta: "Era efetivamente um mal necessário, não havia alternativa ao fecho total do túnel", sem que fosse possível manter uma faixa aberta em cada sentido.

O diretor municipal de conservação e municipal descarta que a segurança do túnel estivesse em causa, mas lembra a antiguidade da infraestrutura, aberta em 1997, e dos seus sistemas, mesmo que atualizados com o tempo.

"Se tivesse problemas de segurança, tinha de ter sido encerrado, mas nunca o foi porque sempre conseguimos garantir o mínimo", diz à RTP Antena 1.

Desde a última quarta-feira têm estado jovens em cada ponta do túnel a dar panfletos sobre as obras, aproveitando os momentos em que o sinal fica vermelho.
Reportagem RTP Antena 1 | Panfletos explicam que o túnel vai encerrar durante dez meses

Com cerca de 20 mil a 25 mil veículos diários e fluxos superiores a dois mil veículos nas horas de ponta, este túnel permite contornar dois cruzamentos e uma rotunda à superfície, ao longo de 1,3 quilómetros. 

Há cerca de dez semáforos em cada sentido nas pontas da ligação subterrânea, entre o Campo Pequeno, na freguesia das Avenidas Novas, e a Avenida Afonso Costa, no Areeiro. Existam também acessos à Avenida Almirante Reis e à Rua Alves Torgo.

De uma forma sumária, a autarquia refere que as obras vão garantir segurança contra incêndios, reforço estrutural e atualização de sistemas técnicos.

Reaberta a ligação subterrênea previsivelmente em fevereiro de 2027, os trabalhos prosseguem por mais 14 meses, mas são realizados à superfície e vão criar condicionamentos no trânsito da Avenida João XXI.

Nos dez meses de corte no trânsito, realizam-se obras no interior do túnel que vão passar pelo reforço estrutural e contra incêndio na infraestrutura, juntamente com reabilitações relacionadas com aquecimento, ventilação e ar condicionado (AVAC), a rede de incêndio, o poço de bombagem, iluminação pública, a "sala grupo gerador" e o posto de transformação. Prevê-se também a remodelação do posto de controlo.

Entre os impactos previstos pela câmara estão desvios de trânsito e aumento do tráfego, a reprogramação dos semáforos na Avenida João XXI e nos respetivos cruzamentos, e a colocação de sinalética para indicar o trânsito afetado pelo corte do túnel.

A Carris afirma à RTP Antena 1 que as obras não provocam nenhuma alteração no serviço de autocarros.
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